Após rompimento em Brumadinho, Imasul vai vistoriar barragens de MS



Após o rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Minas Gerais, que deixou até o momento há confirmação de 58 mortos; 19 foram identificados; há 305 desaparecidos, e 192 pessoas foram resgatadas vivas, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) irá vistoriar todas as barragens que armazenam resíduos minerais no Estado, a partir desta segunda-feira (28).

Secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, disse que há dois anos, quando houve rompimento de barragem em Mariana (MG), todas as barragens do Estado passaram por ampla vistoria.

"Naquela oportunidade verificamos que as barragens não apresentavam nenhum tipo de risco e todas estavam devidamente licenciadas e dentro do padrão", disse.

Ainda conforme o secretário, desde o desastre de Mariana, o governo federal orientou para que se fizesse a verificação de todas as barragens e, desde então, o Imasul realiza trabalho rotineiro de segurança destes locais.

Com o novo rompimento, desta vez em Brumadinho, governador Reinaldo Azambuja (PDDV) informou que irá reforçar as ações preventivas no setor. Desta forma, a partir da próxima semana, novas vistorias serão realizadas.

Mato Grosso do Sul conta com 16 barragens que armazenam resíduos de atividade mineradora, todas elas localizadas no município de Corumbá, mais precisamente no Maciço do Urucum, sendo 12 consideradas de “dano potencial alto”.

Em MS, o risco de uma tragédia igual à de Minas Gerais ocorrer é menor, sobretudo que um eventual problema nas barragens da Vale, em Corumbá, quase não atingiria a população do município. Quem mais sofreria, seria o Pantanal, bioma único no mundo.

Conforme o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia Mas não é somente o risco que importa para o DNPM. O “Dano Potencial Associado”, ou DPA, também é avaliado periodicamente, e nos casos das barragens sul-mato-grossenses, todas têm o DPA considerado alto.

O rompimento da barragem B1 ocorreu no início da tarde de sexta-feira (25), na Mina Córrego do Feijão. A quantidade de rejeito acumulado na estrutura fez com que uma outra barragem transbordasse. A lama atingiu uma área administrativa da companhia e parte da comunidade de Vila Ferteco.

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais registrou, até o início da madrugada de sábado (26), nove mortes após o rompimento de uma barragem da mineradora Vale no município de Brumadinho. O último balanço da corporação aponta ainda o resgate de nove pessoas com vida da lama de rejeitos e de cerca de 100 pessoas que estavam ilhadas.

A mineradora divulgou, na manhã de hoje, uma lista com o nome das pessoas que não fizeram contato desde o rompimento da barragem. Mais de 400 pessoas, entre funcionários do quadro e terceirizados, integram o levantamento da mineradora.

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