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Dengue hemorrágica avança na Capital e preocupa Saúde



À beira de enfrentar nova epidemia de dengue, a população de Campo Grande está mais suscetível a contrair o tipo II da doença. De acordo com o prefeito Marcos Trad, as cerca de 6 mil notificações registradas em 2016 demonstram sintomas mais comuns a esta versão do vírus. Crianças com menos de 10 anos e idosos, que não tiveram contato com dengue hemorrágica nas últimas epidemias, devem ser os principais atingidos.

Este é justamente o perfil das duas mortes investigadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Ontem, Sidney dos Reis Nantes, 5 anos, morreu quatro dias depois de apresentar os primeiros sintomas de dengue hemorrágica. Em janeiro, a vítima foi um idosa de 76 anos.

Conforme o Ministério da Saúde, além das manifestações constantes no grau I da doença - febre alta e dores musculares -, o tipo II é acompanhado de hemorragias espontâneas (sangramentos de pele, petéquias, epistaxe, gengivorragia e outras). A incidência de dengue na Capital esta prestes a atingir as 300 notificações para cada 100 mil habitantes, necessárias para se considerar a ocorrência de uma epidemia e, portanto, ser decretada situação de emergência. Conforme o prefeito, até o momento, a incidência é de que 294 notificações para cada 100 mil habitantes. Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram cerca de 6 mil notificações contra 2,3 mil em todo ano passados.

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