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Estado busca alternativas para conter novo avanço da Covid-19


Mato Grosso do Sul teve um aumento de quase 1.000% na média móvel de casos de Covid-19 em um mês.

Por conta desse rápido avanço da doença, o Estado, que também enfrenta uma epidemia de influenza H3N2, reúne hoje suas autoridades de Saúde, por meio do Programa de Saúde e Segurança na


Economia (Prosseguir), para definir se impõe novas medidas para conter o crescimento de casos.

O avanço da pandemia pode ser notado quando comparamos o número atual com a média móvel do dia 10 de dezembro de 2021, como apontada no boletim epidemiológico divulgado ontem.

Há um mês, eram 51,7 casos por dia, enquanto, neste domingo, o número estava em 536 episódios diários.

Mesmo sem antecipar quais as medidas de flexibilização que podem ser revistas na reunião, a secretária-adjunta da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Crhistinne Maymone, ressaltou o aumento expressivo de casos e afirmou ser necessário “sensibilizar” as pessoas que ainda não tomaram nenhuma dose das vacinas contra a doença ou não completaram o ciclo vacinal.

Estamos massivamente falando da eficácia da vacina, o momento [para se vacinar] é, mais que nunca, agora. Temos uma importante ação que certamente mudará um pouco o cenário, a vacinação de crianças, que já começaremos nos próximos dias".

"Agora temos demonstrado o aumento expressivo do número de casos e teremos reunião do Prosseguir nesta segunda, aí o secretário [Eduardo] Riedel [presidente do programa] as anunciará [mudanças]”, afirmou Crhistinne.

O governo do Estado não descartou, ainda, a possibilidade de seguir muitas outras unidades federativas e decretar o passaporte sanitário, também conhecido como passaporte da vacina. Na última vez que voltou a ser cogitada, o Prosseguir afirmou que a medida ainda era estudada.

Apesar do crescimento de quase 10 vezes na média móvel de casos diários no Estado, a média de óbitos diminuiu, saindo de 2,4 ao dia no início de dezembro para 2 neste domingo.

Isso pode ser explicado pelo avanço da vacinação e a aplicação da terceira dose na população.

Ontem, por exemplo, foram mais 573 casos de Covid-19 confirmados em todo Mato Grosso do Sul, que agora já totaliza 384.267 episódios. Nenhuma morte pela doença entrou no último boletim.


Em Campo Grande, por outro lado, o prefeito Marcos Trad (PSD) afirmou ao Correio do Estado que não pretende implementar medidas restritivas para conter a nova onda de infecções que a cidade enfrenta.


Conforme boletim da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), no sábado, foram confirmados mais 393 casos de Covid-19, além de 456 suspeitos.


Conforme Trad, a prefeitura planeja “intensificar a publicidade” sobre a importância do uso de máscaras.


Não haverá toque de recolher e não vai ter lockdown. Vamos fazer a desinfecção de terminais de ônibus e de ruas de grande movimento, além do reforço de uso de máscara – vamos intensificar a publicidades sobre isso”, declarou.


Perguntado sobre a possibilidade da implementação do passaporte da vacina, o prefeito afirmou que, como a vacina não é obrigatória, ele não aderiria ao movimento que tem se repetido nas grandes capitais brasileiras, onde também não é obrigatório a vacina contra a doença.


A vacina não é obrigatória, então, não vai ser obrigatório [a apresentação de comprovante], apenas em eventos do poder público e quando o empresário quiser impor em seu evento privado. A vacina é questão de consciência e educação”, alegou o prefeito.


Campo Grande está empacada em 73% da população total com a primeira dose desde dezembro e, segundo a Sesau, cerca de 75 mil pessoas estão com a segunda dose atrasada na Capital.


Ontem, 1.157 pessoas tomaram alguma dose contra a Covid-19 na cidade, entre primeira, segunda e terceira.


O prefeito alega que, apesar do aumento de casos registrados neste mês e no fim de dezembro, a procura por atendimento nas unidades de saúde da Capital caiu 20% e a quantidade de testes positivos reduziu de 10% a 15%. “Todos os dias vem caindo”, afirmou.


O aumento de casos em Mato Grosso do Sul pode estar relacionado à variante Ômicron, mais transmissível. Porém, a SES afirma que não é possível confirmar, já que não há sequenciamento genômico de casos aqui no Estado.


Uma parcela das amostras coletadas aqui é encaminhada para o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, porém, como o local é referência de todo o Brasil, os resultados demoram a ser divulgados.


Não temos respostas afirmativas, por enquanto [sobre a variante]. Temos que raciocinar assim: há esta circulação no Brasil todo, muitos estados já confirmaram, a circulação no País é intensa, aviões, carros. As pessoas viajaram muito este fim de ano".


"Temos muitos elementos indicativos da possibilidade de confirmação da mesma [Ômicron] aqui, mas até o momento não temos esta confirmação por sequenciamento genômico. Então, não podemos descartar que ela já esteja em circulação aqui”, explicou a secretária-adjunta de Estado de Saúde.


A variante já está em transmissão comunitária em pelo menos quatro estados brasileiros – São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina –, porém, já há casos da Ômicron confirmados em várias outras unidades federativas.



Correio do Estado.

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