Investimento de R$ 40 milhões vai melhorar agropecuária em MS


Com investimento de R$ 40 milhões oriundos do Governo do Estado, a implantação e cascalhamento de estradas de integração do Pantanal vai promover um novo ciclo e melhorar a pecuária no Mato Grosso do Sul. As mudanças de logística vão melhorar e reduzir os custos de transporte, agregar valor a produção e permitir a comercialização do gado direto com os frigoríficos, segundo os pecuaristas da região. Para o governador Reinaldo Azambuja, essa integração vai fortalecer a pecuária e promover o turismo rural.


Um dos principais trechos do tronco rodoviário projetado desde os anos de 1970 é a ligação da MS-228, a partir da Curva do Leque entroncamento com a MS-184, com o centro criatório da Nhecolândia. A estrada, desse ponto, interliga Corumbá com Rio Negro (232 km) e a Rio Verde (56 km do trevo da MS-427 com a MS-228).


Para o pecuarista Amerco Resende OIiveira, da Fazenda São Miguel, em Corumbá, a mudança vai facilitar no transporte do gado. “Vamos embarcar boi gordo no caminhão, que só saia da fazenda de comitiva, com perda de peso e rentabilidade. Essa obra do governo é fantástica. Se ligar com o outro lado do Corixão, em direção a Rio Verde, então estamos no céu”, disse o pecuarista.


Além do trecho de 40 km da MS-228 em execução, da Curva do Leque a Fazenda Alegria, o Governo concluiu a implantação de 18,8 km da mesma rodovia, entre a Vazante do Castelo e a fazenda Imaculada (entroncamento com a MS-427), entre Aquidauana e Corumbá. Também foram implantados com aterro e cascalho 34 km da MS-423, da Serra da Alegria (Rio Verde) a fazenda Morrinho (Corumbá). Outra frente de obra executa o mesmo serviço em 65 km das MS-228 e MS-423, entre as fazendas Picapau e Conceição, em Corumbá.

Os investimentos na Rota Pantaneira ultrapassam R$ 40 milhões e está projetada também a implantação da MS-214, interligando os pantanais do Paiaguás e Nhecolândia, a partir de Coxim, até a ponte de concreto sobre o rio Taquari. Numa segunda etapa, será implantada a estrada que liga a ponte à Serra da Alegria. Completando o eixo rodoviário, existem estradas projetadas para integrar os pantanais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (Poconé).


Com conclusão prevista para dezembro, o Estado, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), investe R$ 8,5 milhões na obra de implantação e cascalhamento dos 40 km da MS-228 (Leque-Alegria), dos quais 50% foram concluídos. O aterro de até 1,5 metro revestido com resíduos de minério de ferro mudou a realidade da região. O acesso era um desafio para os pantaneiros devido a concentração de areia e alagadiços.

O movimento de operários e máquinas animam os pecuaristas. Grande parte do gado comercializado no último sábado (27) no Leilão Novo Horizonte já foi transportado por caminhões. Segundo a empreiteira da obra, 30 caminhões transportam o minério de ferro (250 mil toneladas) a uma distância de 70 km, no distrito de Albuquerque, com alto consumo de pneus. Os caminhões atravessam o Rio Paraguai, no Porto da Manga, de balsa.

A implantação do corredor viário favorece o pantaneiro em vários aspectos, segundo o pecuarista Ricardo Penna Chaves, da centenária Fazenda São José da Formosa que acredita que  reduz o custo de transporte, permite a saída do boi pronto para o abate, agregando valor à produção, e estimula a comercialização local, no Leilão Novo Horizonte. “A logística é tudo, nos livra do atravessador e melhora o padrão do gado, que passa a ser transportado por caminhões”, finalizou.

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