Pandemia de coronavírus: Hospitais de Campo Grande se preparam para falta de insumos


Com a declaração da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que o novo coronavírus se espalhou por todo o mundo e se transformou em uma pandemia, os maiores hospitais de Campo Grande estão se preparando para lidar com a falta de materiais como máscaras, capotes e óculos de proteção. Os itens são utilizados pelos funcionários no tratamento para pacientes que chegam com a suspeita do novo coronavírus (Sars-Cov-2), causador do COVID-19.


No início do mês de março, a procura por produtos de higienização disparou na cidade com receio de que a doença pudesse se espalhar rapidamente. Nas farmácias do centro e em grandes bairros, as máscaras e o álcool em gel – produto que é capaz de combater o vírus estavam chegando ao fim.


A Santa Casa informou que está enfrentando dificuldades para encontrar os materiais necessários para segurança e controle em relação coronavírus, onde seriam feitas novas aquisições dos mesmos. Ainda nesta quarta-feira (11), o hospital trará mais detalhes sobre o plano de ação adotado pelo hospital como cumprimento da exigência do Ministério da Saúde para trabalhar contra o coronavírus.


O Hospital da Unimed disse em nota que está atento às atualizações sobre a doença que está se espalhando pelo mundo e com isso, “tem se preparado tanto em estrutura quanto em estoque de materiais necessários para atender pacientes com suspeitas da doença”.


Já o HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) declarou que os materiais não estão em falta, porém, as compras dos materiais já estão sendo encaminhadas conforme as normas administrativas para evitar qualquer ausência dos produtos.


Com um caso suspeito na segunda maior cidade do Estado, o HU-UFGD (Hospital Universitário da Grande Dourados) explicou que até o momento, não encontrou nenhuma dificuldade para comprar insumos ou até mesmo, os materiais para os funcionários.


A direção do Hospital El Kadri informou que o estoque dos insumos foi fortalecido e não há falta até o momento, no entanto, os valores aumentaram e distribuidores estão “segurando o estoque” para vender em valor mais alto. “Na minha avaliação caberia até uma ação do Procon, pois é crime contra a economia”, afirma o diretor administrativo Rudney de Araujo Leal.


Procurado pela reportagem, o Hospital da Cassems ainda não se posicionou sobre o assunto.


O último boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) mostrou que Mato Grosso do Sul mantém 7 casos suspeitos de coronavírus em investigação. Dos 30 casos notificados, 15 foram descartados por apresentarem sinais de influenza e outros 8 foram excluídos por não se enquadrarem na definição de caso suspeito.


A cidade com mais casos suspeitos segue sendo Campo Grande com 4 pacientes que chegaram de viagem da Europa, Ásia e América do Norte. Paranaíba também registra um caso suspeito com paciente vindo da Itália, Dourados com paciente vindo da Espanha e de Três Lagoas, caso mais recente de uma mulher que viajou para a Alemanha e Espanha, porém o exame que dirá se a mulher está ou não com a doença ainda não saiu.


O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus declarou a pandemia referente ao novo coronavírus, COVID-19 em entrevista coletiva. Na prática, o termo é utilizado quando o estágio de transmissão de uma doença é global.


A OMS informou nesta que, segundo seu balanço mais recente, há atualmente mais de 118 mil casos de coronavírus confirmado, em 114 países, com 4.291 mortes. A entidade ainda advertiu que, nas próximas semanas, deve aumentar o número de casos e também as mortes causadas pela doença. A OMS citou também que há 900 pacientes em UTIs na Itália, em estado grave.

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