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Por enquanto, Polícia Federal só tem depoimento de deputado do PSL


A Polícia Federal investiga o atentado ao qual sofreu o deputado federal Loester Trutis (PSL) quando estava a caminho de Sidrolândia, neste domingo (16). Segundo apurado pelo Correio do Estado, até agora há apenas o relato do parlamentar sobre o fato.


A perícia foi feita no carro, mas o resultado das análises ainda não saiu. Conforme o parlamentar, por meio de suas redes sociais, o carro em que ele estava foi atingido por, ao menos, cinco disparos. No momento Trutis estava acompanhado de seu motorista. “Apesar da emboscada, todos estão bem e sem ferimentos”, disse na rede social.


Outro exame essencial para esclarecer o crime será o trabalho de balística. Os policiais que estão apurando o caso estão levantando movimentações na região onde ocorreu o incidente, e também verificando rastros de outros veículos e de pessoas. Trutis estava em um Toyota Corolla preto, e os disparos atingiram somente a coluna traseira e um dos vidros.


Em nota oficial, a Polícia Federal afirmou que tomou todas as medidas necessárias. “A Policia Federal vem informar, em relação ao crime praticado contra o Deputado Federal Loester Gomes de Souza na data de hoje (16/02/2020), que tomou todas as medidas iniciais em relação ao caso e instaurou Inquérito Policial para efetivar as investigações. O parlamentar e seu motorista não foram atingidos pelos disparos e prestaram declarações buscando colaborar com o procedimento investigativo”.


Ainda de acordo com o deputado, além da PF, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) foi acionado para investigar o ocorrido. Após o fato, o deputado cancelou as agendas marcadas para este domingo, que ocorreriam em Sidrolândia e Maracaju.


Nas redes sociais, o deputado federal disse ter revidado aos disparos. Por enquanto, não há qualquer indício de pessoas feridas, ou de outros veículos atingidos. O deputado informou neste domingo pelas redes sociais, que não pretende dar entrevistas à "imprensa digital de MS".


Segundo apurado pela reportagem, Trutis ficará sob escolta da Polícia Federal até embarcar novamente para Brasília (DF), no início desta semana.


O vereador Vinícius Siqueira (DEM) chegou a dizer que além do parlamentar, a senadora Soraya Thronicke e o deputado estadual Renan Contar, ambos do PSL, estariam sob recomendação da Polícia Federal para não realizar agendas públicas, entretanto, conforme informado a reportagem, o que houve foi apenas um contato da própria senadora ao superintendente da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, Cleo Mazzotti, que recomendou, informalmente, cautela ao grupo.


A gente acha que é um recado para o grupo e nós não vamos ficar quietos. O Trutis não está sozinho, ele não é um deputado isolado, é um grupo político que não vai ficar quieto. A gente está mexendo com coisa muito grande, se eles acham que vão nos intimidar não vão”, declarou o vereador se incluindo junto ao deputado Contar, a senadora Soraya e ao deputado Loester Trutis.

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